domingo, 9 de novembro de 2014

Derramaro o Gai


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Marimbondo "Luiz Gonzaga"

O  marimbondo vindo peneirando a asa
Pra entrá em nossa casa,
Chega chuva no sertão
Nós matá a fome da muié e nosso fio,
dança coco
E assa mio na fogueira de São João.

Setembro vem aí,
Tem safra de algodão.
Setembro vem aí,
Tem safra de algodão

Pelo São João é tudo ao redor da fogueira,
uma morena faceira fala com toda atenção.

Ó seu Mané você vai ser meu cumpade,
e eu vou ser sua cumade em louvor a São João.

São João drumiu,
São João acordou.
Vamo ser cumpade que São João mandou.
São João drumiu,
São João acordou.
Vamo ser cumpade que São João mandou


domingo, 24 de agosto de 2014

A herança da minha vó "Caju e Castanha"


Meu Forró é Meu Canto



Meu coração faz tum,tum,tum...
É o zabumba batucando no forró
Meu coração faz tum,tum,tum...
Com muito jeito vai batendo satisfeito
No compasso do meu peito
Fazendo forrobodó
A gente vai vivendo assim no tororó
Levando a vida no balanço do forró
Meu forró é meu canto
Quem canta meu povo os segredos da vida
Quem não amou, quem não viveu
Quem não chorou, quem não sofreu
Quem nessa vida nunca teve o seu xodó
Uma saudade que amargou que nem jiló
Um coração que bateu tanto que fez dó
A nossa vida é como se fosse um forró.

Samarica Parteira "Luiz Gonzaga"



domingo, 1 de junho de 2014

Lindalva e Lavandeira do Norte - Tudo Eu Sei Ninguém Me Ensina

Eu vou contar, vou contar
Eu vou dizer, vou dizer
O que aprendi fazer
Sem ninguém me ensinar.

Faço picolé de manga
De uva, de castanhola
De maçã e de pitanga
Pastoro bode de campina
Tiro leite de turina
Curo doença de gado
Dou pau em cabra safado
Tudo eu sei e ninguém me ensina

Eu Vou Contar, Vou Contar

Aprendi fazer portão
Chave de roda de fenda
Ventilador pra moenda
Registro, gaz e bujão
Armário, sofá, fogão
Loló com a cocaína
Estrovenga, Tramontina,
Arame, grampo, alfinete
Sabão omo e sabonete
Tudo eu sei e ninguém me ensina

Eu Vou Contar, Vou Contar

Em bebida brasileira
Aprendi a fazer Pitú
Vinho São João e cabaú
Cana da roça brejeira
51 e rancheira
Cajuvita e cajuína
Pinga nordestina
Whisky, brama, chuá
Vinho, coca guaraná
Tudo eu sei e ninguém me ensina

Eu Vou Contar, Vou Contar

Tô fabricando transporte
Aprendi fazer corcel
Monza, landau e Gurgel
Toyota, rural, escort
Faço ônibus, carro forte
A álcool e a gasolina
Picape, Kombi e belina
Caminhão, caminhonete
D20, fusca e chevette
Tudo eu sei e ninguém me ensina

Eu Vou Contar, Vou Contar

Fabricando eu dou valor
Faço fita e LP
Radio de mão e CD,
Bicicleta e gravador,
Vitrola televisor,
Galocha, tênis, butina
Maleta, Pala e tujina
Camisa, calção e calça
Mala com alça e sem alça
Tudo eu sei e ninguém me ensina

Eu Vou Contar Contar

Sei tirar mel de abelha
Dou injeção em cavalo
Compro jumento e galo
Cabrito, cabra, ovelha
Aprendi a fazer telha
Brasilite, grossa e fina
Anel de ouro e platina
Bala de aço dum dum
Motor rádio três em um
Tudo eu sei e ninguém me ensina

Vou Contar, Vou Contar

Trabalhando em padaria
Aprendi a fazer bolo
Pão doce, frances crioulo
Com massa limpa sadia
Trabalho na energia
Eletrica noma assassina
Talação de usina
Faço de chave ligada
Não levo choque nem nada
Tudo eu sei e ninguém me ensina

Eu vou contar, vou contar
Eu vou dizer, vou dizer
O que aprendi fazer
Sem ninguém me ensinar.


Virgulino Lampião, Deputado Federá - Jessier Quirino

Seus Dotôre Deputado,
falo sem tutubiá
pra mostrá que nós matuto,
sabe se pronunciá
dizê que ta um presídio,
com dó e matuticídio
a vida nesse lugá

O Brasí surgiu de nós
nós tudo que vem da massa,
deram um nó no mêi de nós
que nós desse nó não passa
e de quatro em quatro ano
vem vocês com o veio plano
desata o nó e se abraça

Tamo chêi dessa bostice
de promessa e eleição
dos que vem de vem em quanto
se rindo, estendeno a mão
candidato a caloteiro
aprendiz de trapaceiro
corruto, falso e ladrão.

A coisa ta enveigada
ta ruim de devenveigá
meu sistema neuvosíssimo
vejo a hora se estorá
se estóra eu não engano
cuma diz o americano
na matança eu tem norrá.

Quero que vocês refrita
o falá da minha fala
pelo cano do revóve
magine o tamãe da bala.

Vocês que véve arrimado
nas bengala do podê
dou um chuto na bengala
mode alejado corrê
dou dedo, faço munganga
canto Ouvira do Ypiranga
e mando tudo se fudê.

Acunho logo a tramela
nas porta da corrução
toco fogo na lixeira
e passo de mão em mão
corto língua de quem mente
quebro três ou quatro dente
dos Deputado risão.

Político que come uva
em plena safra de manga
vai pra lei dos desperdiço
nas faca dos meus capanga.

Se eu der um tiro no mato
e bater num marinheiro
é porque tem mais honesto
do que cabra trambiqueiro
diante dessa nutiça
não haverá injustiça
é a lei dos cangaceiro.

Os deputado bom de pêia
eu tiro o "W" do nome
tiro vírgula dos discurso
reticença e pisilone
sapeco lei pra matuto
meto bala nesses puto
e um viva no microfone.

Matuto que tem saúde
pro trabaio ele é capaz
nós se vira, arruma água
as sementes e o preço em paz
não vai sê protecionismo
é a lei do Nordestinismo
dos Problemas Matutais.

Debuiado este discurso
pros Dotôre e Deputado
ta dizido minha meta
pra cem bilhão de roçado
depois não venham dizê
que foi golpe de pudê
proque não foram avisado

Partido dos Cangaceiro
o PC dos natura
pela lei da ignorança
do Congresso Federá
assinado Capitão
Virgulino Lampião
Deputado Federá.